David - Começar do zero vai fazer-te bem.
David - Achas mesmo que ia resultar?
David - Olha à tua volta , esta um mundo lá fora a acontecer e tu a desperdiçar o teu tempo.
David - Detesto quando me falas assim.
David - Eu sei mas é para teu bem.
David - Sim eu sei, mas custa um bocado.
David - Lembra-te. O primeiro passo foi dado, agora só tens é que seguir em frente e pegar em todas as pedrinhas que tens apanhado ao longo do caminho e voltar a coloca-las nos buracos de forma a não tropeçares nunca, mas nunca mais.
David- Sim concordo contigo, a vida ensina-nos tantas coisas. Hoje levas-te mais uma boa liçao foi?
David - Foi. E a casa dela é muito gira.
David - Sim, é muito gira.
David - Soube-te bem?
David - Sim soube muito bem.
p.s. Filho - mãe o que é um insete?
Mãe - um quem?
Filho - o que é um insete?
Mãe - sei lá eu, vai perguntar à tua avó.
Filho - Vó que é um insete?
Avó - então meu querido , um insete é um oito.
p.s.1
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
"Quando Hiro, chega à crista do desfiladeiro, ás cinco da manhã a cavalo na moto, a cidade de Port Sherman, no Oregon, oferece-se subitamente ao seu olhar: um clarão de logohalo amarelo encaixado num amplo vale em forma de U, vale este que foi escavado na rocha à muito tempo por uma enorme língua de gelo, num período memorável de cunnilingus geológico."
domingo, 24 de fevereiro de 2008
A nao perder num cinema perto de si
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Preciso de...
Preciso de me afastar de alguns de vocês. Sabes quando gostamos muito das pessoas e convivemos tanto tempo com elas, que chega uma altura em que nao te apetece estar com elas, porque parece que já não te conseguem dar mais nada? Mais vale esperar uns tempos, ir dizendo ola de vez em quando e esperar que as saudades surjam ao virar da esquina. Comigo os quarteirões costumam ser bem pequenos. Depois há aqueles de quem me afasto e volta e meia tenho uma crise nostálgico, declaro-me e depois de ter aberto a boca pra dizer o que sinto, não me arrependo, apenas acho que a pessoa em causa nao merecia saber o que sentia naquele momento nostálgico. Nem tudo o que sentimos, deve ser partilhado. Muito mais com alguém que não sabe guardar essa partilha, que deixa fugir a informação. Eu ao contrario guardo tudo , tudo , tudo, não para construir um castelo,mas sim uma bela estrada. Sei que com tudo o que me contam, todos os segredinhos, todas as informações, podia arruinar a felicidade de muito e boa e porque não bonita gente. Prefiro ser consumido pelas informaçõeszinhas , as coisinhas, os desabafinhos, os problemazinhos. Eu sei que a maioria, despeja, e depois fica livre pra seguir a sua estrada de pedra, não ligando ao cofre onde a informação vai acumulando acumulando. Alguns de vós merecem que eu me afaste um pouco, que não esteja tão disponível, para guardar os vossos desabafos. É que ao contrario, também sabe bem ter um qualquer poço fundo, onde possa também eu deixar os meus pensamentos mais emotivos. Anda ai muito boa gente com a memória curta.
p.s. tambem já tinha constatado a tristeza dos sapatos abandonados, desejosos se serem levados a passear
Tou a precisar tanto mas tanto disto...
p.s. tambem já tinha constatado a tristeza dos sapatos abandonados, desejosos se serem levados a passear
Tou a precisar tanto mas tanto disto...
estado de espirito
p.s. Parabéns ao desaparecido das 21 horas.
p.s.1 o amor e o ódio estão mesmo pertinho um do outro
p.s.2 mas então chove ou não chove?
p.s.3 os livros estão a moldar a insanidade
p.s.4 questões motivos e assuntos.
p.s.5 atirar barro à gata tem mais piada.
p.s.6 então o Socrates anda a atirar-me areia para os olhos?
p.s.7 vou ali dar uns pontapés.
p.s.8 volta e meia a capa rompe-se
p.s.9 180 km/h no ic19 porque sim.
p.s.10 50 km/h no ic19 porque sim .
p.s.11 ...
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
vais pra onde ò meu?
Se todos aqueles que eu amo, se estão a ir embora, que fico cá a fazer?Podemos por as coisas de outra forma. Se eu me estou a ir embora o que ficam a fazer as pessoa que me amam? Tentemos uma outra forma. Se eu vos amo e se vocês me amam e se nos vamos embora, o que ficam cá os outros a fazer?
p.s. apartado 8197? cheira-me que vem ai encrenca.
p.s.1 a musica é de Patrick Watson. O nome é the great escape.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
A biblioteca cá de casa é grande, muito grande

1- Manifesto do Partido Comunista /Biblioteca do Marxismo-Leninismo, edições Avante – K.Marx e F. Engels – 1975
2- Textos de Politica Económica, colecção cadernos Hipopótamos – Mário Murteira- 06-06-1976
3- Que Fazer/Biblioteca do Socialismo Cientifico, editorial estampa – V.I.Lénine 06-1976
4- Pela Democracia pelo Socialismo. Textos da clandestinidade e discursos 1974/76 Documentos Políticos do Partido Comunista Português, edições Avante Octávio Pato 1976
5- O M.R.P.P. Instrumento da contra-revolução, cadernos Ulmeiro, nº6 – J.L. Saldanha Sanches 1975
6- Do Capitalismos ao Socialismo, edições Avante 1975
7-Revista Internacional. Problemas de Paz e Socialismo/revista teórica e informativa dos partidos comunistas e operários, edições Avante Setembro de 1975
8- Organização Político-administrativa da nação e economia corporativa, edições livraria popular de Francisco Franco – J. Estêvão e José Silva 1973
9- Porque lutam os Comunistas. Cadernos do P.C.P.,edições Avante 1974
10- Radicalismo pequeno Burguês de fachada socialista. Documentos Políticos do partido Comunista Português, edições Avante – Álvaro Cunhal 1976
11- Imperialismo estádio supremo do capitalismo, edições centelha – V.I.Lenine 06-1976
12- Teoria. O que é o Marxismo, edições estampa – Vladimir Ilitch Ulianov 1974
13- Assimetrias de crescimento e dependência externa, edições seara nova – Miriam Halpern Pereira 1974
14- A ordem Jurídica do Capitalismo, edições centelha – Vital Moreira 1976
16- O Sindicalismo em Portugal, edições afrontamento – Manuel Joaquim de Sousa 1974
17- Programa e Estatutos do P.C.P. aprovados no VII congresso (extraordinário) realizado em 20/10/74, edições avante
18- Manifesto do partido Comunista (1847), edições alpeca – Karl Marx e Frederich Engels
20- A palavra do P.C.P. Cadernos do P.C.P.6, edições Avante 1975
21- Comunistas e católicos. Cadernos do P.C.P. 5, edições Avante 1975
22- Os conceitos elementais do materialismo histórico – Marta Harnecker
23- O capital. Edição Popular, edições 70 – Karl Marx 06-1976
24- O Capital. Versão Integral. Volume I, edições Delfos – Karl Marx
25- O Capital. Versão Integral. Volume II, edições Delfos – Karl Marx
26- Explorados e Exploradores 1. Cadernos Políticos de educação popular, edições iniciativas editoriais – Marta Harnecker e Gabriela Uribe 1974
27- Colecção problemas da paz e do Socialismo. 12 livrinhos, edições Avante – Álvaro Cunhal 1975
28- Problemas do socialismo não marxista moderno, edições prelo – Sommer, Dansoko, Kaufman e outros 1973
29- Para uma pedagogia activa socialista. A educação pelo trabalho de Pavel P. Blonsky edições textos marginais – Theo Dietrich 28-10-1974
30- A aplicação da psicanálise à investigação histórica, edições textos marginais – Wilhem Reich 06-1976
31- Ideologias e elites contemporâneas, edições textos marginais – Mauro Fotia 1973
32- O trabalhador do comercio. O primeiro de Maio – esboço histórico das suas origens, edições Republica Social – Cezar Nogueira 1976
33- Cadernos de iniciação ao Marxismos e Leninismo 1. O Socialismo e o Comunismo Científicos. Génese e princípios 2/, edições Avante 1975
34- Cadernos de iniciação ao Marxismo e Leninismo 3.O que é o Comunismo? Perguntas e respostas, edições Avante 1975
35- Cadernos de iniciação ao Marxismo-leninismo 4. A democracia Popular uma nova forma de estado socialista. A experiência socialista da Bulgária popular, edições Avante – Nédiu Nédev
36- Cadernos de iniciação ao Marxismo-leninismo 8. Os primeiros passos do poder soviético., edições Avante – Vitali Diatchenko 13-12-1975
37- Duas Tácticas, edições novo tempo – V.I.Lenine 05-1975
38- Critica do Programa de Gotha, edições novo tempo – Karl Marx 06-1976
39- Lenine, vida y obra, edições de la Agencia de Prensa Nóvosti – V. Zevin e G. Golikov 1975
40- A transição do capitalismo para o socialismo. ABC da politica, edições UEC
41- A guerra civil de Espanha , edições textos marginais – Andrés Nin 1975
42- Inquérito operário e luta política , edições textos marginais – Karl Marx e Mão Tsé Tung - 1974
43- Actividade Jurídica dos Sindicatos Soviéticos, edições centro de estudos jurídicos 1974 (dois exemplares)
44- Os trabalhadores e o custo de vida, edições seara nova – Eugénio Rosa 1974
45- Sobre as Sociedades multinacionais, edições seara nova – CUT – CGT 1975
46- Trabalho assalariado e capital. Salário, preço e lucro, edições Escorpião – Karl Marx 1975
47- O subdesenvolvimento e o caminho para o desenvolvimento, edições Prelo – Humbero Pérez 1975
48- El Ejercito Popular Búlgaro. Esbozo Histórico, edições Sofia-press 1969 – Slavtcho Transki
49- O estado e a revolução, biblioteca meditação – Lenine
50- O mercado comum e a integração e Portugal, edições estampa – Sérgio Ribeiro 24-07-1974
51- Programa do partido comunista português, edições Avante. 1974 (2 exemplares)
52- Problemas actuais da economia portuguesa. Colecção que país? Edições seara nova – Eugénio Rosa 1974
53- Ideólogos e Ideologias da nova esquerda, edições presença – Bernard Oelgart 03-06.1974
54- Documentos vivos da Historia de Portugal. Sindicatos: tarefas de ontem e de hoje textos de 1926-1927 Selecção e prefacio de Canais Rocha 1974
55- Contribuição para o estudo da questão agrária, edições avante – Álvaro Cunhal 12-1976
56- A teia das multinacionais. Os aparelhos ideológicos do imperialismo, edições iniciativas 1976
57- Manual de economia politica, edições estampa – K.V.Ostrovitianov, L.A.Leontiev, I.D.Lantiev, L.M.Gatovcki, I.I.Kuzminov e V.N.Starovsky 1975
58- A defesa de Odessa. Colecção encontro, edições arcádoia – Konstantin Simonov
Impressionante pela crueza do processo literário que leva o leitor a viver pequenos quadros de guerra, objectivos, curtos e não o conjunto de uma batalha. É também interessante por revelar vícios e qualidades do exército russo e algumas figuras de crentes e descrentes do comunismo. Livro forte, de boa qualidade literária, sem propósito de propaganda.
59- Crepúsculos dos Deuses, edições portugália – Enzo Biagi
Biagi oferece-nos uma reconstituição ao mesmo tempo objectiva e apaixonada dos anos sombrios da era hitleriana, testemunhos da trágica exemplaridade, escolhidos entre algozes e vitimas; nesta impressionante reportagem e invocação, estão representadas as vozes de uns e de outros, foram interrogadas pelo autor não somente os ex-comandantes e generais, como também os seus familiares.
60- Engrenagem, edições Avante – Soeiro Pereira Gomes 1975
Engrenagem é um esplêndido romance, que apenas carecia da revisão (porventura da reelaboração de algumas passagens) que Soeiro não pôde levar a cabo, para nos surgir simultaneamente como incisiva análise das relações económicas e humanas numa vila ribatejana e numa grande fábrica de ferro e aço (semelhante nalguns aspectos à dos Cimentos-Tejo, onde o autor foi chefe de escritório) e verdadeira epopeia das lutas do operariado industrial.
Extremamente dotado para o diálogo, Soeiro faz-nos ouvir os rudes proletários dessa fábrica paradigmática, tal como os camponeses das hortas e os filhos da miséria que desaguam na estrada em construção e, sob a ríspida orientação do empreiteiro, suam todos os venenos, britando pedra de sol a sol. Maços e picaretas de uma escravatura consentida.
(...)
É patente nas páginas de Engrenagem a familiaridade e o lúcido conhecimento que Soeiro tinha do carácter, das manhas, da revolta e do sofrimento dos proletários de Alhandra, o pequeno grande mundo que ele amava. Basta ver como no-los apresenta e revela em acção; um deles até sacrifica um dedo da mão para obter o seguro de trabalho. Mas a grande pintura colectiva, em tons afogueados, quase excessivos, é a do motim em que os operários, na fúria do protesto, ameaçam, como já disse, tudo arrasar. Além desta cena, é ainda muito impressionante o inspirado segmento textual em que o narrador externo pinta por palavras o ventre da fábrica.
61- Cartas da Prisão, edições Avante – José Magro 1975
62- Banco. Ha continuação das aventuras de Papillon, edições Bertran - François Mauriac
Três anos depois de Papillon Charriére publica BANCO, a continuação das suas aventuras finalmente a explicação do homem. Porque ficara por dizer quem era Charriére – Papillion? Donde viera? Quem fora antes? Que fizera depois? Este livro é a resposta de Papillion a todas as perguntas. No estilo poderoso e emocionante que o caracteriza. Papillion diz tudo o que tem a dizer, realizando, com Banco, maravilhosa narrativa em que explica aventuras, êxitos, fracassos, a sua infância, a condenação – e até o primeiro livro.
63- La Madre de Corea, edições en Lenguas Extranjeras Pyongyang, Corea - ?
Uma novela bibliográfica passada na Coreia
64- Freud. Vida pensamento e Obra, edições Presença – Gérard Lauzun 27-04-1967
65- Em luta. Guerra Civil Espanhola. “ La passionária”, edições diabril – Dolores Ibarruri 1967
Reúnem-se neste volume as crónicas, artigos e discursos que a voz pessoalíssima de “La Passionária” não se cansou de fazer ouvir em nome da Espanha Democrática durante os anos dolorosos da Guerra Civil.
A par da sua clarividência politica, este livro dá-nos a imagem exacta do que foi o comportamento e a coerência politica das forças progressistas que em Espanha, tudo fizeram para o nazi-fascismo de Hitler e de Mussolini não saísse vitorioso e o generalíssimo Franco não pudesse impor a sua direita fascista que ainda hoje ( e talvez não por muito mais tempo) esta de pé e oprime o caloroso povo espanhol. Em LUTA fala-nos com toda a verdade do que foram os anos tremendos da Guerra Civil de Espanha e de quem verdadeiramente lutou com o Povo e esteve ao seu lado na defesa dos seus legítimos interesses.
66- Será Crime ser Judeu?, edições Minerva – Bernard Malamud 22-01-1971
Romance empolgante, que narra a resistência de um judeu obscuro, perante a persiguição e os suplícios a que é votado. O ambiente é a Rússia dos czares, a crueldade das prisões russas e a apologia da dignidade do homem, mantendo através de toda a sua fé e o seu respeito por si próprio e pelos valores espirituais.
67- A origem da família da propriedade e do estado, edições presença – Frederich Engels 22-12-1974
68- Teoria. Materialismo e Empiriocritivismo, edições estampa - V.I.Lénine 1975
69- Teoria. Contribuição para a crítica da economia politica, edições estampa – Karl Marx 1975
70- Teoria. Obras Escolhidas, edições estampa – António Gramsci 1975
71- Discursos conferencias de imprensa entrevistas - Vasco Gonçalves
O general Vasco Gonçalves faleceu no dia 11 de Junho de2005. Todos o conheciam como militar de Abril – foi o único coronel no Movimento Capitães que derrubou o fascismo em Portugal – e como o Primeiro-ministro de quatro Governos Provisórios que esteve sempre ao lado da arraia-miúda. Porém, poucos saberiam que aquele general era sócio da SPA desde 1977, ano em que se inscreveu na nossa cooperativa com o seu livro "Discursos, Conferências de Imprensa e Entrevistas".
O seu percurso como autor é meramente simbólico – mas a história faz-se também de simbolismos. E se foi com muito orgulho que a Sociedade Portuguesa de Autores o teve entre os seus, foi com muito pesar que agora o viu partir.
Em jeito de homenagem recordamos um excerto de um belo poema que Eugénio de Andrade – também ele desaparecido na véspera, como relatamos na página anterior - lhe dedicou anos depois de Portugal ter ardido em esperança: (...) De tantas palavras que disseste algumas/ se perdiam, outras duram ainda, são lume/ breve arado ceia de pobre roupa remendada./ Habitavas a terra, o comum da terra, e a paixão/ era morada e instrumento de alegria./ Esse eras tu: inclinação da água. Na margem/vento areias lábios, tudo ardia".
72- Dez dias que abalaram o mundo, edições jornal do fundão – John Reed
Os Dez Dias que Abalaram o Mundo, esse o título que John Reed deu à sua obra admirável. É um livro que recorda, com uma intensidade e um vigor extraordinários, os primeiros dias da Revolução de Outubro.
John Reed era jornalista e estava na Europa cobrindo a Primeira Guerra Mundial, quando iniciou-se a Revolução Russa, deslocando-se então para registrar as mudanças radicais pelas quais a Rússia começava a passar. O seu contacto com o movimento acabou por extrapolar o campo das informações jornalísticas, Reed tornou-se um ardoroso defensor do novo governo e procurou difundir as ideias comunistas nos EUA.
Quanto ao livro, não se trata de uma simples enumeração de fatos, de uma colecção de documentos, mas de cenas vivas, tão típicas que não podem deixar de evocar, no espírito de todas as testemunhas da revolução, aquelas cenas idênticas, a que todos assistiram. Todos esses quadros tomados ao vivo traduzem, da melhor forma possível, o modo de sentir das massas, e permitem apanhar o verdadeiro sentido dos diferentes actos da grande revolução.
Parece estranho, à primeira vista, que esse livro tenha sido escrito por um estrangeiro, um americano que não conhece a língua nem os costumes do país. Ele deveria - é o que se admite - cometer erros a cada passo, omitir factores essenciais. É verdade que bem poucos foram testemunhas pessoais da revolução.
O livro de Reed oferece um quadro autêntico da revolta, e é por isso que terá uma importância toda especial para a juventude, para várias gerações futuras, para quem a Revolução de Outubro será parte da história. No seu género, o livro de Reed é uma epopeia.
73- O estrangeiro, edições unibolso – Albert Camus
Romance publicado em plena II Guerra Mundial (Julho de 1942) É um livro sobre a condição humana. A justiça, a indiferença, cada homem ser uma ilha na sociedade, as circunstâncias que fazem as tragédias, a desgraça do drama humano, a alegação de que a vida não vale a pena, a rejeição da transcendência, o assumir que Deus está ausente, seria contudo a sua trama. É um livro que abre linhas de análise sobre a hipocrisia vigente desde sempre na sociedade humana. Das máscaras que um tem que usar para ser aceite na sociedade, contrariamente à singeleza da Verdade e das relações que Cristo ensinou baseadas no Sim,sim! Não, não! Ora, do ponto de vista cristão, designadamente do cristão evangélico, quanto mais livre o homem que ser de Deus menos humano é. Observando a inumanidade no homem, veremos que tem causas que residem no ateísmo, na rejeição de Deus e do domínio do Pecado. E incoerência das incoerências, considerar que existe o Pecado (a existência do mal, o sofrimento das crianças, etc.), sem a existência de Deus, é sem dúvida o absurdo.
É um livro, finalmente, que propõe a sólida realidade da indiferença diante do próprio destino humano, mesmo que se apresente O Estrangeiro como o romance que mostra a imagem da revolta individual de um homem.
74- Germinal, edições Europa américa – Emílio Zola
Publicado em 1885, o Germinal foi considerado a obra-prima de Émile Zola. Muito sucintamente, este romance conta a história de um operário parisiense (Estêvão Lantier), despedido pela defesa dos ideais socialistas, e que apenas encontrará trabalho nas minas do Voreux. Zola retrata toda uma luta travada pelos trabalhadores por melhores condições de vida e de trabalho, numa época (liberalismo económico) em que a exploração e o desrespeito pelos operários era uma dura realidade.
75- Serranos, edições portugália – Mário Braga
É um dos livros mais importantes de Mário Braga. Traduzem a afirmação de Mário Sacramento quando considerou que a obra do autor era a mais seria tentativa, entre nos feita, para estabelecer um foro próprio ao conto neo-realista.
76- A ultima mulher e o próximo combate, edições caminho – Manuel Cofinõ
Um dos elementos que compõem este romance (com o qual Manuel Cofiño alcançou o Prémio Casa de las Américas de 1971) é o seu tom cubano, saboroso e desataviado; depois, a naturalidade do seu ritmo.
É um romance em que intervêm trabalhadores revolucionários e gente fraca, além de traidores, ladrões e absentistas. Contra eles os revolucionários não podem fazer senão aquilo que fazem: lutar contra os anti-sociais.
A narrativa cubana, com este romance, vai além da luta clandestina, do periférico ou do puramente poético e entra onde a revolução se encontra agora: na construção. O herói cubano destes anos ganhou uma revolução e tem agora de construí-la.
Mas não tem só de construir a revolução: tem de construir o homem para essa revolução. Como diz Bruno, o protagonista do romance: «Ser fiel à Revolução não significa atraiçoar o indivíduo; só preocupando-nos com o indivíduo poderemos fazer o verdadeiro socialismo. Há quem não veja o pinhal por só ver os pinheiros. Há quem louve o pinhal enquanto os pinheiros apodrecem. Nós aqui temos de ver o pinhal e os pinheiros porque, ao fim e ao cabo, sem pinheiros não há pinhal.»
77- Regresso ao Lar, edições Minerva – Netta Muskett
Por morte do tutor, Meriel, rapariga formosíssima, habituada a vida larga, arrepende-se de não ter casado com ele para lhe herdar a fortuna. Incapaz de ganhar a vida, resolve ir passar uns tempos ao Quénia, para casa de uma vaga tia. A sua chegada constitui um autêntico acontecimento. Todos os homens a cortejavam, o que muito lhe agrada. Mas Meriel não perdia a sua ideia de casar rica e assim, apesar de achar Nevill muito mais atraente que o irmão, Norman, porque este é muito mais rico do que Nevill. O romance mantém este nível até ao fim podendo resumir-se nestas palavras: Hist+oria de uma mulher depravada.
78- O avesso e o direito seguido de discursos da Suécia, Edições livros do Brasil – Albert Camus
“…os ensaios reunidos neste volume foram escritos em 1935 e (tinha eu então 22 anos) e publicados um ano depois, na Argélia em numero muito reduzido de exemplares. Esta edição está desde á muito esgotada e sempre me opus á reimpressão de o avesso e o direito.”
79- Trabalho assalariado e capital. Salário, preço e lucro, edições escorpião – Karl Marx
80- A desobediência civil, edições mocho – Henry David Thoreau
A Desobediência Civil é o texto mais conhecido de Thoreau. Escrito em 1848 influenciou profundamente pessoas como Mahatma Gandhi, Leon Tolstoi, Martin Luther King e tantos outros.
Muito à frente de seu tempo, sua defesa do Direito à Rebeldia esteve, desde sempre, a serviço da luta contra todas as formas de discriminação. Lutou contra a escravidão nos EUA, pelos direitos das mulheres, em defesa do meio-ambiente, contra a discriminação étnica e sexual. Como pacifista Radical (indo à Raiz do mal que combate) recusou-se a pagar impostos a um governo autoritário que fazia mais uma guerra predatória na qual roubou mais da metade do território mexicano – este ato Radical de Desobediência Civil lhe custou um tempo na cadeia que lhe foi útil a escrever e deixar para a posteridade seus pensamentos – muitas vezes, diria mesmo que na maior parte delas, o lutador pelo que é VERDADEIRAMENTE Justo e Perfeito só é reconhecido postumamente após uma vida eivada de dissabores. Questão de escolha. Há aqueles que não compactuam com a injustiça, a prepotência, a arrogância ou o roubo. Há os que se acomodam. Quem se acomoda, em geral, vive melhor mas, como dizia Leonardo Da Vinci, não passam de meros condutores de comida, não deixando rasto algum de sua passagem pelo mundo excepto latrinas cheias.
81- Questões sobre o movimento Operário português e a revolução russa, edições convergência – José Pacheco Pereira
82- Da greve Selvagem á Autogestão Generalizada, edições assírio e Alvim – Ratgeb
a) O objectivo da sabotagem e do desvio praticado individual ou colectivamente é desencadear a greve selvagem.
b) Toda a greve selvagem deve transformar-se em ocupação de fábrica.
c) Toda a fábrica deve ser desviada e posta imediatamente ao serviço dos revolucionários.
d) Elegendo – a todo o momento revogáveis, encarregados de registar as suas decisões e de as executar – a assembleia dos grevistas lança as bases de uma organização social radicalmente nova: a sociedade de autogestão generalizada.
83- O Percevejo, edições presença – Maiakowski (peça de teatro)
É uma obra clássica da moderna literatura russa. Constitui uma crítica á burocracia e á tecnocracia socialista e desenvolveu-se num estilo que caracterizou o “teatro modernista” dos primeiros decénios deste século. Inferior embora ás obras mais significativas do modernismo teatral – Jarry, Apolibineire, etc. – esta peça de Maiakowski goza de uma maior celebridade que deve ás suas incidências no socialismo do regime político russo.
84- Anarquistas de ontem e de hoje. Como o esquerdismo faz o jogo de reacção, edições sociais – Textos de Intervenção
85- Luta de classes em Portugal, edições Slemes – Paul M. Sweezy
86- Portugal através de alguns números, edições prelo – Blasco Hugo Fernandes
87- Karl Marx e o desenvolvimento histórico do marxismo, edições avante – V.I.Lenine
88- A R.D.A se apresenta, edições zeit im bild
89- História do partido comunista (bolchevique) da U.R.S.S, edições povo e cultura
90- A Glance at Bulgária, edições Sofia press – Vassil Baev
91- A Historia me absolverá, edições presença – Fidel Castro 1970
O livro A História me Absolverá é considerado um valioso documento histórico e um dos textos mais importantes para compreensão da conjuntura histórica que antecedeu a Revolução Cubana. Trata-se da íntegra do discurso de defesa de Fidel Castro frente ao Tribunal de Exceção do governo de Fulgêncio Batista, por ocasião do julgamento que Fidel foi submetido pela ditadura cubana, após ter liderado o levante ao quartel e Moncada (tentativa de derrubar Fulgêncio Batista), em 26 de julho de 1953.
Segundo o próprio Fidel, não se trata de um texto de literatura revolucionária marxista, e sim um discurso em defesa da democracia, contra a injustiça social, a corrupção e violência policial que marcaram a vida de Cuba anos antes da revolução.
Nesse sentido, o livro resgata de forma detalhada a história de Cuba pré-revolucionária, não só no período da ditadura de Batista como das épocas que o antecederam, fornecendo assim, dados necessários para o enriquecimento das discussões sobre o fenómeno político cubano hoje, cujo interesse cresce dia a dia em nosso país e no resto do mundo.
92- Mercado Comum/ Comecon, edições será nova – Sérgio Ribeiro
93- Princípios elementares de filosofia, edições prelo – Georges Politzer
94- Princípios elementares de filosofia. Plolitzer, edições Hemus livraria – Guy Besse e Maurice Caveing
95- O grau zero da escrita seguido de elementos de semiologia, edições 70 – Roland
Barthes
96- O Marxismo, edições livraria Bertrand – Henri Leferbvre
97- Livro da Revolução. Citações de Vasco Gonçalves, edições fronteira – coordenação de Serafim Ferreira
98- Lenine e a III Internacional. Colecção Praxis, edições estampa – Vladimir Ilitch Ulinov
99- Historia e Geografia.2º ano do ciclo preparatório, edições porto editora – Graça Fernandes, Manuel Simões e Gustavo de Freitas 1970
100- Sonata a Kreautzer, edições o livro de bolso – Tolstoi
101- Contraponto, edições livros do Brasil – Aldous Huxley
Contraponto (Point Counter Point, em seu título original), publicado em 1928, é um romance escrito por Aldous Huxley. É um livro consagrado: está no topo da lista dos 100 melhores romances do século XX publicada pela Modern Library.
Como todos os romances escritos por Huxley, Contraponto não tem uma trama específica. A maior parte do livro consiste em profundas analises de diferentes personalidades humanas e em longas conversas entre intelectuais. Quando cada ação é descrita, Huxley analisa cada motivo assim como as emoções internas das personagens detalhadamente, às vezes mergulhando no passado da personagem de acordo com o contexto. Suas personagens estão o tempo todo se defrontando com questões que dizem respeito a condição humana, em todos os sentidos. Este é um romance de idéias, assim como a maioria dos livros de Huxley.
A palavra Contraponto é um termo musical designado a composição em polifonia, ou seja, vários tipos de sons ao mesmo tempo, contrariando até mesmo as regras de harmonia musical. Huxley tenta, analogamente, fazer Contraponto com os sentimentos humanos em vez de notas musicais; há quem diga que esse livro é Jazz em forma de literatura. No livro são mostrados muitos contrastes: riqueza e pobreza; beleza e feiúra; inteligência e a falta da mesma, etc.
102- Livro de bordo, edições scan-globe - Steen B. Bocher e Henrik B. Hoffmeyer
103- Combate de vida ou de morte, edições da agencia de imprensa Novosti 1975
104- Há procura do elo que faltava, edições portugália – Dr R. Broom
105- Les tests Mentaux par Pierre Pichot
106- Para uma nova sociedade intersindical. Documentos sindicais 1970-1974
107- Compêndio de Zoologia 1ºano (antigo 3º), edições porto editora – Augusto c. G. Soeiro 1974
108- Petit Dictionaire illustré de Français, edições porto editora – Olivio de Carvalho
109- Petit Dictionaire illustré de Français, edições porto editora – Olivio de Carvalho
110- Exercícios de Geometria e Aritmética para o 1º ano dos liceus, edições Livraria didáctica – António de Nascimento Palma Fernandes 1958
111- Compendio de Zoologia 3º ano do Liceu, edições Asa – Américo Areal
112- Programa del Partido Comunista Búlgaro, edições Sofia-press
113- A resistência em Portugal, edições inova/porto – José Dias Coelho
114- Portugal e o Futuro, edições arcádia – António José de Spínola
115- Historia e Geografia 1º ano do ciclo preparatório, edições porto editora – Graça Fernandes, Manuela Simões e Gustavo de Freitas
116- Pela Madrugada. Série banda desenhada, edições avante (banda desenhada)
117- Animação de grupos. Psicologia e Pedagogia, edições moraes – Charles Maccio
118- Meu Portugal, minha terra. Selecta de língua e historia pátria 2º anos dos liceus 2ªedição – Beatriz Mendes Paula e Maria Alice Gouveia 9-10-1966
119- Gramática elementar da Língua Portuguesa. Ciclo preparatório do ensino secundário, edições porto editora, A. Gomes Ferreira e J. Nunes de Figueiredo
120- J´apprends le Français. Premiére Année du lycée , edições porto editora – Olivio de Carvalho
121- J´apprends le Français. Deuxiéme année du lycée, edições porto editora – Olivio de Carvalho
122- Compêndio de Matemática 1º ano antigo 3º ano, edições porto editora António de Almeida Costa e Alfredo Osório dos Anjos
123- Álgebra Linear. Instituto Superior de Economia, edições Assoviação de Estudantes de Lisboa
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
dia 14 de Fevereiro
Acreditas no destino???Acreditas que és tu quem controla o teu destino??? Acreditas que a vida é boa, cheia de vida e que nada nos pode parar na busca de todos os momentos de Felicidade???Gostas de gostar do inesperado??? Adoras não gostar do certinho???Acreditas que há amigos que vão e vêm , mas que aqueles 3 estarão sempre lá pra ti???Adoras não crescer em certos aspectos???Adoras aquele azul especial???Adoras os pequenos pormenores???Adoras sair sem destino e encontrar boas historias pra depois contar a quem merece???Não acreditas no significado deste dia???
Se sim a tudo isto, escolhe outro espelho. Este é meu.
p.s. musica do dia:
p.s.1 há uma altura da vida em que fazemos um julgamento.Hoje foi esse dia.
Se sim a tudo isto, escolhe outro espelho. Este é meu.
p.s. musica do dia:
p.s.1 há uma altura da vida em que fazemos um julgamento.Hoje foi esse dia.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Whigfield - Saturday Night
hahahhhahahahaha , acordei com esta musica na cabeça. Fenomenal. hahahhahahahaha
p.s.1 credo
p.s.2 ás vezes assusto-me com a tralha que o meu cérebro tem guardado e que volta e meia saltam cá pra fora
p.s.3 são exactamente 7:28. Tenha um bom dia.
p.s.4. saturday night lalallalalallalalallalaal saturday saturday night lalalallallalal:)
murro e pontape nos senhores á minha volta
Apetece-me dar pontapés. Juro que apetece. Uma rodinha daquelas boas, em que esperamos pelo inicio da musica e aos primeiros acordes já o da frente vem na minha direcção e o da minha direita, procurou atingir-me, o da esquerda ficou pelo caminho , um outro qualquer começou primeiro que ele e colocou-o de fora da dança, vindo em seu lugar ,eu claro desvio-me qual gato sabido , procurando não estragar o meu penteado, esquivo-me no meio de tão simpático bailado e no meio de leves encostos lá vou eu deferindo uns quantos murros , joelhadas e porque não pontapés nas canelas. Seria ao som de Heart in a Cage dos The Srokes.
p.s. foi um mero desejo matinal.
p.s.1 lalalalalala solinho.
p.s. foi um mero desejo matinal.
p.s.1 lalalalalala solinho.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






